Learning different languages seems to become much harder, the more time passes. That bothers me tremendously, as speaking many different languages is something I want to be able to do since my earliest years. “Just because”, but sometimes people ask me why I would want to learn this or that specific language. Like, why would I want to learn Russian?

“To read Crime & Punishment, Anna Karenina and Lolita in the original language, of course.”
And German?
“Faust and, of course, the Ring Saga. No, the other ring saga.”
Italian?
“Divine Comedy. It rhymes in the original, must be awesome – even the boring parts.”
You’d learn Finnish, too?
“Sure. Kalevala.”
Japanese?

And then we have a problem. Ordinarily, I would just say “manga and anime”, but that is simplistic. “The two-volume Musashi”, then, but I confess to have only a half-hearted interest in it (undeserved, I should probably want to read it a lot more). Now I finally found something worth saying I want to learn Japanese for: the Twelve Kingdoms novels.

I watched the entire anime series and often watch random episodes when I remember it is on. The last arc in the anime is the only thing I am not too big a fan of, but that is mainly because it happens after all the main storyline had been wrapped up, does not involve the protagonist (it happened 500 years before her time, even), and I am sure translation problems made it even more confusing than it was originally. Once the shock wore off, however, I noticed I would not mind at all to just keep watching new stories about the other kingdoms, with or without the protagonist – the world is so rich and beautiful, it is a tremendous shame to leave it behind after 45 episodes. I barely got to see four of the twelve kingdoms.

Then, of course, there are the novels, still ongoing (even if halted since 2001), and far more outreaching than the anime. When I learned of their existence, they immediately became my public-relations reason to want to learn Japanese (not that I need one: anyone who would ask me about it already know why I want to learn it). My only concern is that all names (people, places) are based on Chinese, rather than in Japanese, so I expect the books to be full of unexplainable kanji that can be read in half a dozen different ways and have two dozen different meanings. For that, then, if the American translation includes good notes about these things, it may be of interest, but that rather defeats my PR reason (if I am to know Japanese, I want to know enough to understand the books without translation notes!).

7 Responses to ““But someday I shall!””
  1. Calebe says:

    Como um interessado por línguas eu mesmo e eterno maleditor de traduções, acho essa empreitada bastante arriscada, no sentido de não conseguir completá-la em tempo hábil. Cheguei a iniciar estudo em muitas delas — alemão, holandês, italiano, francês, latim, grego clássico, esperanto –, mas depois de algum tempo vi que me tomaria tempo demais para poder caminhar com desenvoltura pelas suas literaturas respectivas. (Hoje só tenho como objetivo o alemão pelos jogos de tabuleiro e o francês pelos livros de culinária e talvez dicionários.)

    Toma muito tempo e dispersa demais. É claro que nós somos jovens, mas supondo que leve uma década para poder apreciar integralmente todas as nuances da literatura de uma língua, de quantas décadas vamos precisar? Uma aposentadoria precoce ajudaria bastante — mas manter uma vida normal ao mesmo tempo? Eu pessoalmente acho muito complicado.

    Numa nota à parte, minha opinião é de que a Divina Comédia no original, apesar de muito bonita, serve mais de estudo para filólogos e para quem quer escrever poesia a sério. O Hernâni Donato tem uma tradução muito digna para o português — à altura de um Modesto Carone para Kafka (ou provavelmente, pelo que “ouço dizer”, de um Boris Schnaiderman para o russo). Longe de serem os mesmos livros, claro, mas economiza tempo para outras coisas.

  2. Calebe says:

    (Está claro que eu iria me esquecer de mencionar: a única outra opção de se ver livre dos meus comentários gratuitos e impertinentes, além de me ignorar, é forçar a Liene a postar no blog dela com mais regularidade. Tenho certeza de que, na sua posição, você tem boas chantagens na manga.)

    [esperando que ela não leia isso]

  3. Flines says:

    Por que as justificativas são todas relacionadas à literatura? É meio triste.
    Eu não tenho interesse em infinitas línguas, meu único interesse de coração é no japonês e quem sabe no chinês, mas para além de ler Musashi, não que seja pouco.
    Se você fala japonês, aprecia animes na totalidade. Se entende japonês, não perde nada dos mangás. E eles fazem mais parte da vida do que o Dante, por mais que eu simpatize.
    Mas de presente, você pode conversar com velhinhos japoneses e chafurdar em histórias cheias de sabedoria, bombas atômicas e sentimentos puros.

  4. lorneau says:

    Assim como só falam do Gaston no Flines Bo, aqui só falam da literatura – o que não é um ponto central. Como eu digo no post, são razões de relações-públicas; a razão verdadeira está no começo: “just because”.

    Eu leio traduções sem qualquer reclamação. Vez ou outra encontro problemas, muitas vezes ignoro – eu sei o que é fazer uma tradução, afinal. A única coisa que eu me recuso a ler em português é Harry Potter, porque os nomes foram alterados aparentemente sem regra alguma (porque era um livro infantil – aí criou-se a desgraça, porque deixa de ser no terceiro); Senhor dos Anéis também tem nomes traduzidos, mas seguindo indicações do próprio autor (“esse sobrenome vem da junção das seguintes palavras, que significam tal e tal; ao traduzir, pegue essas duas palavras na sua língua e junte-as, ao invés de traduzir o sobrenome como está aqui”, por exemplo).

    Tudo isso pra dizer: o post é sobre Doze Reinos. É sobre como eu ganhei uma razão a mais pra querer aprender japonês, pra poder ler os livros e continuar vendo histórias sobre aquele mundo além do pouco que o anime mostra. E eu sei que, se lesse, todos os diálogos passariam na minha cabeça com as vozes da dublagem brasileira – até mesmo as dos dubladores iniciantes que articulavam meio estranho.

  5. Flines says:

    Ahn. Verdade. =D

  6. Calebe says:

    Eu nunca perguntaria por que tal pessoa gostaria de aprender tal língua; só quis denotar a minha posição, a de que tentar aprender muitas línguas é tarefa para mais de uma encarnação. (Mesmo porque não sei do que trata o Doze Reinos, e não tinha nada para comentar a respeito.)

  7. Flines says:

    Mas é verdade que as pessoas perguntam muito isso. Principalmente quando eu digo que estudo japonês.
    E depois ainda vem “Anh… Por que não aprende inglês? … =D”

  8.