Archive for 2009

Post de Natal depois que o Natal já passou.

Lá pela segunda ou terceira série (ou seja lá como isso é chamado atualmente), os livros de português sempre abriam cada capítulo com uma historinha, seguida de regrinhas gramaticais. Chegar a um capítulo novo era um suplício para a sala, que primeiro tinha que ler o texto em silêncio – sem mexer a boca! – e depois copiá-lo no caderno.

Eu, chato e metido que era, lia muito mais rápido que os outros. Havia só um rival à altura na classe, mas a disputa com ele era amigável. Pois um dia tínhamos que ler o texto, lemos muito rápido e ficamos sem ter o que fazer. Então lemos em voz alta e atrapalhamos todo mundo. Depois lemos com o livro ao contrário, e nada do resto da sala acabar de ler. Finalmente, decidimos ler de trás pra frente, e só aí a professora pediu que parássemos de atrapalhar os outros. Forçado ao silêncio, resolvi ler os textos seguintes. Já era o segundo semestre, não foi difícil chegar ao último – e o resto da sala, que nunca aprendeu a ler de carreirinha, ainda não havia acabado.

Foi bom ter lido o último texto aquele dia, pois as aulas acabaram antes que a professora pudesse chegar até ele (não sei qual era a regrinha gramatical do capítulo, mas tenho certeza que até hoje ela é um buraco nas fundações de meu conhecimento). Era uma história sobre um garoto (que não se chamava Charlie Brown) que queria saber o que era o Natal, e saiu perguntando por aí. Não lembro de todas as respostas. Provavelmente o irmão disse que era dia de ganhar presente, a mãe disse que era dia de cozinhar pra família toda, e o pai, que lia o jornal, disse “É feriado. Não tenho trabalho.”. Essa do pai eu me lembro bem. “É feriado. Não tenho trabalho.”

Achei a frase estranha. Deveria ser “Não trabalho.” ou “Não tenho que trabalhar.”. Não importava. Havia o resto: “É feriado.”. Natal para um adulto era só um feriado? E no dia 24 ele trabalhava? Até aquele ponto, para mim, Natal era um dia tão importante, que colocaram dois meses de férias escolares ao redor dele. Não que eu achasse muito importante celebrar o nascimento ou o que fosse; o pensamento era inverso: se tem dois meses de férias ao redor, é um dia muito importante (Dia das Crianças tinha só uma semana de férias acompanhando, então era menos importante e o presente devia ser mais barato – minha forma de ver o mundo na época seria bastante censurada hoje em dia). Adultos tinham só um mês de férias ao redor do Natal, mas ainda tinham. Aí o pai do texto diz que é só um feriado.

Bagunçou minha noção das coisas. Passei a prestar atenção e, de fato, para os adultos era um feriado; muitos continuavam trabalhando nos dias ao redor daquele feriado quase comum, alguns ganhavam folga até o Ano Novo, mas fora isso o Natal não era grande coisa. Havia especiais na TV e propagandas desde o começo de dezembro (agora é desde a metade de outubro).

Parênteses: tinha uma propaganda com uma musiquinha “Pede Lego, pede Lego, pede Lego no Natal!”. Hoje todo Lego é importado e caríssimo, não tem mais propaganda. E, por lei, propagandas para crianças não podem usar frases imperativas. A sociedade não chegará a 2050 se continuar assim. Fecha parênteses.

Então esse ano eu trabalhei até dia 23/12 e volto a trabalhar dia 4/1. Ano passado foi similar, mas tinha começado pouco tempo antes, não senti tanto o impacto. Mas é isso aí, Natal é um feriado, ter o dia 24 livre é sorte, ter a semana até o Ano Novo livre custa dez dias das férias daquele ano. Os dois meses de antes viraram dez dias. E essa pausa de dez dias precisa ser compensada, então as três semanas anteriores são ridiculamente ocupadas. Quando finalmente é possível descansar, o ritmo está tão alto que os dez dias mal são suficientes pra perceber que não há preocupação imediata. Haverá logo, pois em janeiro é preciso compensar fevereiro, o mês que dura duas semanas, mas é melhor não pensar nisso agora.

Aquele pai do texto dizendo que o Natal é um feriado, “não tenho trabalho”, é uma semente pra colocar nas crianças a idéia de que toda a graça vai acabar. É como um bilhetinho num presente sob a árvore dizendo “Já pensou na possibilidade de Papai Noel não existir?”.

O resto da minha sala de segunda ou terceira série não leu esse texto. Será que não ficaram se preocupando e foram mais felizes antes de receber esse impacto?

Outra vez, toma.

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Eu não acho que toda a minha geração tenha visto Caverna do Dragão, He-Man, She-Ra, Thundercats, Smurfs, Caça-Fantasmas, Tartarugas Ninja, Scooby-Doo, Comandos em Ação, Centuriões, Super Amigos, Ursinhos Gummi, Tiny Toons, Animaniacs, Ewoks, Wuzzles, Snorkels, Eek the Cat, Mr Bogus, Spiff & Hercules, Rambo, X-Men, Turma da Pesada (nome ruim do cão!), Jem, Perdido das Estrelas (com Macauley Culkin – deuses, por quê?), Denver – O Dinossauro, Bill & Ted, De Volta para o Futuro (Dr. Brown propunha experiências no fim). Eu via qualquer desenho que passasse na Globo, fosse na Xuxa, fosse na Sessão Aventura (que Malhação veio substituir…), mas sabia que nem todo mundo fazia o mesmo.

Também não acho que todo mundo via Cavaleiros do Zodíaco, Yuu Yuu Hakusho, Sailor Moon, Shurato, Samurai Warriors. Ou ainda Pokemon e Digimon. Eu mesmo não via Dragon Ball.

Nunca acreditei que todo mundo assistia a Changeman, Jaspion, Flashman, Jiraya, Jiban, Cybercops, Lionman e Patrine. Acho que ninguém via esses dois últimos.

Sempre soube que nem todo mundo via Castelo Rá-Tim-Bum, Tintin, Doug, Mundo de Beakman, Aventuras de Babar, Glub-Glub, A Pedra dos Sonhos, Mundo da Lua, Contos de Fadas. Ou mesmo Animais do Bosque dos Vinténs.

Eu sei que eu via muita coisa obscura e de gosto duvidoso, só por estar passando. Mas via muita coisa bastante popular, também. E mesmo Caverna do Dragão, Smurfs, Tartaruas Ninja, He-Man, Scooby-Doo, Cavaleiros do Zodíaco, Jaspion, Changeman, Pokemon e Mundo de Beakman eu sei que não eram vistos por todos.

Dito isso, finalmente, pergunto…

Por que tanta gente assume que eu via Pica-pau e Chaves!?

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Não me preocupo muito com os nomes das ruas, mas alguns aparecem com freqüência ao se falar do trânsito na cidade, e começaram a me cutucar. Parei pra pensar um pouco nisso.

Começando pela Luis Inácio de Anhaia Melo. Anhaia. Não quero desrespeitar a família Anhaia, mas sempre que ouço isso tenho a impressão que estão fazendo graça. Luis Inácio de Anhanhamorgue. Para a rua, bastaria o nome Luis Inácio Melo, ou até Luis Melo.

Avenida Jorge João Saad. Complexo Viário João Jorge Saad. Algum deles se ofenderia se o segundo nome fosse omitido para evitar a confusão?

João Julião da Costa Aguiar parece verso de brincadeira de roda. “João Julião da Costa Aguiar / Não come agrião e vive a espirrar!” Eu entendo que Julião não era um nome incomum décadas atrás, mas por que usá-lo logo depois de outro nome com a mesma terminação? João da Costa Aguiar. Pronto. Mais fácil de falar e não gera cantiga.

“Ah, mas isso é um desrespeito com o nome deles! Tem que ter o nome completo!”

Não tem. E esse não ter é a razão de minha bronca maior ainda: Dr. Arnaldo. Não fosse a Drogaria São Paulo e agora a Wikipédia, eu (e muita gente) jamais saberia que se refere a Arnaldo Vieira de Carvalho, médico fundador da Faculdade de Medicina da USP. “Dr. Arnaldo”. Por quê? Porque ele era mais conhecido assim? Imagino que a faculdade tenha uma estátua, um busto, ou ao menos uma placa com o nome de seu fundador, e eu duvido muito que ela diga apenas “Dr. Arnaldo”. Colocassem o nome todo na rua.

O mesmo vale para o Dr. César e o Dr. Zuquim, que provavelmente não fundaram faculdades, mas eu não saberia, porque devem existir milhares de César com doutorado ou formados em medicina, ou mesmo odontologia. Zuquim devem ser só uns cinco ou seis, mas continua valendo.

Tem ainda a rua Estela, mas essa eu nem mesmo sei se foi pessoa de fato. Não tendo nem título nem sobrenome, pode ser qualquer Estela. Se fosse Stella, eu diria que é a Stella Barros. Assim como a Dr. Arnaldo pode ser uma homenagem ao personagem de Diogo Vilela em “Toma lá, dá cá”.

Passo às vezes pela Hilário Magro Júnior. Não dá pra comentar o nome da rua em si, mas eu espero que esse senhor de dois adjetivos não tenha guardado rancor de seu pai. Se eu preferir uma rota alternativa, na rua anterior as placas discordam: o Professor Guilherme Milward perde o cargo cinqüenta metros depois.

Isso me lembra a época em que trabalhei numa agência de publicidade e virava na Al. Apetupás que, na outra esquina, era Apetubas. Guardo o nome até hoje (que desperdício de memória) porque eu sempre pensava “aperta o passo” ou “a pé tu passa” quando, sempre atrasado, ficava parado no semáforo enquanto os pedestres passavam. “Esse é seu cérebro. Esse é seu cérebro trabalhando com publicidade.”

Sim, foi filler.

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O post “Hi, honey!”, sobre a novela América, foi um dos mais comentados, principalmente ao vivo. Por isso, desde que Cloninho das Ameríndias começou eu penso em escrever um post sobre essa retrama da Glória Perez, mas para isso precisaria assistir a alguns capítulos. Faltando uma semana para o fim, acho que não vi mais que três capítulos. O incrível é que, no pouco que vi, encontrei pontos o suficiente para criticar.

O exemplo mais óbvio é a Índia, ou Remarrocos. Muda o ângulo da câmera e tá valendo. Mas um pouco de atenção e memória e viam-se as colunas, os arabescos, as escadas, o mercado, alguns figurinos, e uma vaca no meio. A Índia é o Marrocos de outro ângulo com um rio no meio e uma vaca.

Família hindu típica.

Família hindu típica.

Metade dos hindus não parece hindu. Muitos parecem ingleses, até: de pele clara e tomando chá sem parar. Onde está o curry? Há tamanho drama sobre quem pode ter a chave do armário de temperos mas a comida temperada por excelência eu não vi uma única vez. Acho que o que caracteriza um hindu é a inclusão de uma palavra-chave a cada três frases, ao menos. Eles têm que dizer “mamaji”, “chai pyô”, “por Shiva!”, e o absoluto “arre égua”, ou melhor, “ale baba” e outras coisas incompreensíveis o tempo todo, ou voltam a ser cariocas.

Não bastasse, parece que toda cena onde se juntam mais de cinco membros de uma família hindu é desculpa pra mostrar como as culturas são diferentes, com longos monólogos em seqüência sobre como os ocidentais não fazem refeições em família, não negociam o preço ao comprar uma coisa, não cospem fogo ou esticam seus braços e pernas ao lançar seus ataques, etc.

Ainda sobre os monólogos: toda vez que o Tony Ramos fala eu acho que ele vai terminar com “Seja você também um Amigo da Escola”. Tudo que diferencia esse personagem do ator são de fato as palavras-chave. Isso vale pra quase todos, mas alguns representam personagens de novelas anteriores, com mais jóias e “por Shiva!” no lugar de “minha Nossa Senhora!”.

Em resumo, em termos de representação da Índia e sua cultura, essa novela quase empata com Shurato.

De volta à geografia, vale notar que a Índia é mais longe do Brasil que o Marrocos – muitas vezes é necessário até pernoitar em Dubai ou Londres no meio da jornada. Basta encostar sua bicicleta em qualquer lugar por ali e continuar a viagem no dia seguinte. Eu recomendo Dubai mais que Londres: parar em Londres a caminho da Índia duplica a distância, mas essa coisa de espaço tridimensional e leis da física é pra novelinha das seis, de época, onde as carroças são puxadas por vacas comuns. Mas, principalmente, porque a cidade inglesa, pelo que vi, fica numa fena espacial, e não tem cenário – até Miami, com seu um cais, uma pousada, uma casa noturna e um pedófilo, tinha mais a mostrar. Dubai tem sempre o mesmo take de um carro vindo numa rua e uns prédios filmados de um helicóptero (que pode ser uma área qualquer de São Paulo com algum Photoshop), mas ao menos existe.

Miami também aparece em Cloninho, mas não tem mais polícia – eles dependem da Polícia Internacional. O que não é problema, de fato: a Polícia Internacional é melhor equipada e preparada, tem um sotaque muito mais intimidador, e resolve. Seqüestrador vem com exigência de familiar se deslocar do Rio até lá para negociar, nana-nina, não vamos perder essa meia-hora esperando o cara chegar; resolvemos logo de uma vez. É graças à Polícia Internacional que Miami não tem mais seu pedófilo. O cais e a casa noturna foram vendidos pra Dubai por causa da crise.

Integrantes da Polinter (Polícia Internacional).

Integrantes da Polinter (Polícia Internacional).

A crise, no entanto, não impediu que a tecnologia evoluisse bastante ao longo dessas novelas super-antenadas. Dara e o Cigano Igor trocavam e-mails no MS Word 2.0. O garotinho de América trocava mensagens instantâneas com seu amigo da terceira idade e segundas intenções através de um arquivo de PowerPoint (em tela cheia com fundo azul gradiente, letras brancas e roxas em itálico e tamanho 30, as frases surgiam com um efeitinho).

Nesse campo, Cloninho é uma revolução: a tecnologia coloca o texto de escanteio e chega com video-chat! Graças à webcam, um aparelho mágico que transforma o monitor num wormhole: para falar com alguém do outro lado do mundo, sente-se na frente do computador e chame a pessoa bem alto, o som automaticamente sairá no computador adequado. Mas, reciprocidade, se eu não te vejo você não me vê: só conseguirá enxergar o outro lado se o monitor da outra pessoa estiver ligado.

Percebendo a oportunidade de atingir uma audiência ávida por tecnologia de ponta, a Apple revelou na novela uma versão futura de seu iPhone. Enquanto as atuais sequer gravam vídeo com som ou enviam mensagens multimídia (na época da cena, ao menos; talvez agora envie com um-e-meio-mídia), certo personagem fazia streaming da Índia para o Brasil, em tempo real e qualidade de DVD, de uma festa que filmava com seu telefone. É o palantír-G, deve substituir o 3G nos grandes centros em 2013.

Aliás, com a tecnologia de comunicação tão avançada assim, é bastante conveniente que o conceito de fuso-horário normalmente não exista nesse mundo. “Normalmente” porque vez ou outra há a impressão que é noite num canto e dia no outro, mas na maioria das vezes é tudo junto. Os hemisférios do mundo de Glória Perez giram com velocidade e direções independentes. Ou, segundo a visão mitológica da obra da autora, a Terra é o centro do universo, mantida suspensa por quatro elefantes gigantes que estão de pé numa tartaruga maior ainda; o céu está apoiado nos ombros de um Titã; e o sol é um polvo enorme segurando oito lanternas gigantes, cada uma para iluminar uma porção do planeta, mas às vezes ele esquece de acender alguma.

Sol de Glória Perez, à noite.

Sol de Glória Perez, à noite.

Uns 20% do tempo que passei vendo essa novela foram vendo a Dira Paes saracoteando pelo Bairro Pobre Carioca, com seu decote sempre igual, e com uma releitura pós-feminista da música “Eu não presto mas eu te amo” tocando bem alto. Dá a impressão que a autora, quando abriu o arquivo “Roteiro – O Clone.doc” pra copiar, percebeu que aparecia muitas vezes “[20 minutos de dança do ventre]” e achou aquilo um exagero. Menu Editar, Substituir, e trocou tudo por “[5 minutos de dança indiana e 15 minutos de saracoteamento]“, porque vinte minutos de dança indiana por capítulo estouraria o orçamento.

E o orçamento, fica claro desde o início, era baixo. Miami virou um só hotel, Dubai só tem um take, Londres não existe, a Índia é o Marrocos de outro ângulo com uma vaca. Mas a evidência maior está na abertura. Observem: são uns seis elementos repetidos duas mil vezes cada, flutuando como aquele screensaver velho padrão do Windows em que uma centena de cópias do logo do sistema ficam vindo na sua direção. Dizem que, nos primeiros capítulos, 0,04 segundo antes de ir pro intervalo aparecia um único frame preto dizendo “Fim da apresentação. Clique ou pressione qualquer tecla para continuar.”.

Pra terminar, com a correção de uma omissão anterior e a inclusão dos locais de Cloninho das Ameríndias, o mundo da Glória Perez ficou assim:

Mundo de Glória Perez

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Tic.

The very first time I saw a superhero comic, I knew there was something off in it, something that annoyed me tremendously. I could say it took me months, maybe years to realize what it was, but I would be lying. I knew what was wrong two pages later, and it was more than one thing.

The first thing that annoyed me was the sheer amount of words in bold and italic. Not only is it hard on the eyes, it slowed me down considerably. I like each character to have a different voice in my head, as well as a proper accent, so I imagine each text balloon being spoken, and all those words in bold and italic automatically sounded stressed in my head, as if the characters were putting a lot of emphasis on them. It became very unnatural.

Tac.

Dear gods, that is more trouble to write than it is to read.

The second thing was the ratio between text and images. Perhaps because superhero comics are mostly in color it takes too long and too much money to produce each page, each panel, so authors cram all the information they can in each one. I recall a classic image of Thor punching some villain and delivering a speech at the same time – I think the text bubble was bigger than the drawing, even. And if the dialog must flow, the balloons just sprout a new one, linked to the first but positioned so it is read in proper order. Like Little Gamers, only instead of sitting on a sofa they say four things during a single step while running after a villain.

I wanted to avoid the comparison, but on to it: the closest eastern thing I see to it is manga and anime about sports. Between a tennis player hitting the ball and the ball reaching the other court, or a basketball player shooting and the ball hitting the loop, other players and the audience analyze his movement, how fatigued he is, what strategy he most likely had in mind, what his probable next move will be, the possibility of success and what else he must do to win before the time runs out. All that is there, however, to make the viewer understand what is going on – no point in a story about a sport where all the important action happens in sixty frames or two panels.

Tic.

The third thing is the need to follow two dozen different publications to know what is going on. The casual reader is strolling around some Batman comic and bumps into something that makes no sense and has a (*) next to it that says “See New Titans issue 46″. No, I just want to understand this thing here, I hate New Titans. I have no interest at all in what some incarnation of Robin went to do after he left the Batcave, I should not have to read it to understand Batman.

Also, this.

As I end this post, I feel like I am cheating on my readers, few as they may be, when I comment on something that has been talked about innumerous times before. Something that was beaten to death in the late 90s, during the comics crisis, and pointed as reasons for the near collapse of the industry. Except the bold and italic text, I never saw anyone complaining about that.

And this whole post would probably take a single page in a comic. It would fit between the moment where I pick up the slice of bread from the table and the moment where I bite it.

Tac.

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